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Manoel Rodrigues Lourenço, o Mandy, nasceu em 25 de janeiro de 1901, na cidade de Anhemby, lugarejo à margem do Rio Tietê. O seu pai (mesmo nome) era português de “Trás-so-Montes”, criado em Lourenço Marques, na África, veio para o Brasil e casou com uma moça (mãe de Mandy), natural de Anhemby.
            Na sua infância em Anhemby,


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Mandy
com os amigos, costumava pescar no rio Tietê. Antes de soltar o anzol, ele costumava deitar de bruços para escutar os “mandis-roncadores”. Por isso, os amigos lhe apelidaram de Mandy.
            Passou a morar em Piracicaba em 1914 onde foi estudar. Mocinho, enfrentou a dura vida para sobreviver. Estragou muito sapato nas ruas de
pedregulho de Piracicaba, vendendo empadas e pastéis, carregando marmita e vendendo jornais.
            Matriculou-se em 1917 na Escola Normal Sud Mennuci. Encontrou na Escola mais três colegas oriundos da roça e formaram, então o “Quarteto Caboclo”. Ele, o Astrogildo Lima Pezza, o Antônio Ferra de Arruda e o Lulú (Luis Antônio de Carvalho). Costumavam tocar nos bailes e festas do Grêmio Normalista.
            Completou o curso Normal e prestou serviço militar no 4º Regimento de Artilharia Montada (RAM, de Itu 1921 – 1922). No exército, fez de tudo: professor dos praças analfabetos; redator do jornal interno “O Regimento” (daí o começo da sua profissão de Jornalista); com um metro e oitenta e sete centímetros de altura, era o centro-avante do time da 4ª Bateria.
            Depois de professor formado, foi lecionar em Santa Maria da Serra, sendo transferido para Dois Córregos, chegando a diretor da escola rural da localidade. Conforme declarou ao “Jornal de Piracicaba”, edição de 25 de agosto de 1985 foi aí o começo da história da dupla “Mandy e Sorocabinha”:
            Estava saindo da escola, um dia – conta – quando ouviu uma viola. A música era bonita e vinha de uma venda. Lá, estava Olegário tocando sozinho. Foi aí, então, que começamos a fazer dueto nas modas.